• Rodrigo Lancia

O mundo está uma zona... e o que tenho a ver com isso?



E se eu disser que tenho tudo a ver com isto?


Não dizendo que a culpa é de alguém especificamente, até porque o ser humano tem como mecanismo de defesa sempre direcionar algo que acha que não é de sua responsabilidade, mas falar que eu não tenho nada a ver com essa crise mundial, estou minimizando minha participação no mundo.


Para poder explicar de uma forma prática, sinto que tenho que contextualizar como cheguei neste resultado.


Chorei assistindo o Fántastico no Domingo.


Tá bom que eu sempre fui chorão, chorava naqueles programas de reforma de casa que passava no canal Sony quando era mais novo, chorava quando alguém recebia um prêmio na TV, XFactor, the voice… enfim…


Um certo domingo, estava deitado no sofá curtindo o bode do final da semana e me preparando psicologicamente para a segunda feira que viria. Comecei a ver a reportagem sobre a inclusão social das crianças com Síndrome de Down, e aí já comecei a me emocionar, porém, logo em seguida, começou a passar sobre a guerra na Síria e as condições de sobrevivência dos refugiados.


Passava como eles estavam vivendo, sobre suas condições, e que quando o inverno chegasse, eles não teriam mais condições de sobreviver ao frio.

Na hora que vi isto, comecei a chorar muito, me senti estranho por estar sentado no sofá sem fazer nada diante disto. Sempre fiquei acreditando que tudo o que está acontecendo no mundo é apenas culpa dos outros que não sabem o que estão fazendo. Será que eu sei o que eu estou fazendo?


O turbilhão de pensamentos


Após esta pergunta, minha cabeça entrou em parafuso. Comecei a pensar no que vejo todos os dias. Vejo ao meu redor, pessoas que estão trabalhando para pagar as contas, fechadas em seus mundos sem ver os dias e as horas passar. Que também não sabem o porque estão fazendo isso.


Pessoas sendo mal tratadas por outras porque estão em classes sociais menos privilegiadas, pensei na minha família que tem muitos problemas, pensei no bairro que moro, na zona que está o Brasil, e como se fosse um filme, deu um zoom out e como se eu olhasse o mundo de fora.


Que sensação estranha.


Direto ao ponto.


Sem mais delongas, percebi que sou sim parte do que está acontecendo com este mundo.

Que graças a minha forma limitada de amar, meus preconceitos e medos, não consigo ser livre. Tudo culpa minha? Não, é claro! Mas como isso interfere no meu meio social? Será que as pessoas me usam como espelho para as ações delas?

Prego o amor entre as pessoas nas redes sociais, mas pratico o que prego? Tenho minha religião, mas será que aceito a diferença entre as outras religiões ou coloco a minha acima delas?

Todos estes questionamentos me mostram como uma pessoa se coloca em outro patamar com relação a outras pessoas e é isto, exatamente isto, que gera a grande confusão que está acontecendo aí fora.


Achar que o que é meu é melhor que o seu, ou tentar te convencer que o que eu acredito é o correto não torna este mundo melhor.


Isso tudo é falta de amor maior. O excesso de amor próprio e de egocentrismo faz com que as pessoas se sintam superiores as outras e não percebam que todos estamos aqui pelo mesmo motivo.


Todos estamos aqui para aprender com os erros e evoluir. Cada um no seu tempo e cada um de sua forma.


Temos que aceitar as diferenças e parar de encrencar com quem quer fazer as coisas de outra forma que não consideramos correto. Aceitar as diferenças já muda.


Percebe onde entra minha responsabilidade?


Se sou intolerante com as pessoas de meu convívio social, estou aceitando de coração o que está acontecendo na Síria e em outros países que discriminam e assassinam pessoas que “pecam”. Em menor escala? Claro, mas é o mesmo sentimento maximizado.


Não tente fazer com que as pessoas mudem. Vai por quem está mais próximo. Mude dentro de você, e isso vai causar um grande impacto em sua vida.


Ame mais, tolere as diferenças ainda mais. Vai lá e dá um abraço surpresa em quem está ao seu lado.


É simples… e muda o mundo


#comportamento #millenials #mind #mindfullness

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