• Rodrigo Lancia

Cadê o Amor que estava aqui?

Atualizado: 11 de jan. de 2019




Não, este não é mais um texto sobre coração partido e superação de um relacionamento recém terminado.


Em um mundo onde as cuspidas e as ofensas são compartilhadas aos milhares nas redes sociais, o absurdo está ficando comum e aceitável, onde o abandono, a força de opinião estão cada vez mais presentes para saciar apenas o nosso ego, sentimos o amor se distanciar dia a dia.


Notícias cada vez mais duvidosas, postagens extremamente agressivas onde uns tentam fazer outros engolirem sua opinião e ai de quem questionar o que foi postado na rede social. Já vi amizades de anos se romperem por divergências fortes de opinião.


Hoje, o que mais vale para o ser humano é a opinião e a felicidade própria. Nada contra opinar, inclusive reforço a importância de se amar e respeitar, mas o excesso disso e a loucura para alimentar o próprio ego para sentir algum tipo de satisfação está trazendo consequências incalculáveis para as outras pessoas e para o mundo.


Deixamos de servir o outro para apenas servir a nós mesmos.


Criticamos os partidos, criticamos a falta de água, criticamos o frio, criticamos o calor, mas sabe por que criticamos tanto as coisas? Porque não sabemos lidar com o que nos desagrada sem reclamar. Estamos perdendo a habilidade de aprender com as diferenças e nos fortalecer.


No momento em que buscamos em excesso a atenção, imposição de nossas opiniões e a aceitação dos outros, queremos mais, mais e mais de tudo, na busca incessante por likes, deixamos de lado algo muito maior e mais importante do que isso.


Deixamos o amor de lado.


Quando escolhemos nos saciar cada vez mais, passamos a amar o outro cada vez menos e passamos a ter relações menos saudáveis.

Em meio a tantas críticas e reclamações, perdemos a referência do que é servir realmente as pessoas. Do que é servir para tornar este mundo um lugar mais feliz. Sempre acreditamos que mudando alguém ou alguma situação, finalmente seremos felizes, afinal, é mais fácil acreditar nisso.


Difícil mesmo é aceitar que nós mesmos é quem temos que mudar para sermos felizes.


O significado de relação saudável hoje perdeu a referência. “Desapegue e seja feliz em 5 passos”, “Fique rico em 1 mês”, … chamadas de revistas sensacionalistas falam exatamente o que você quer ouvir, vemos um incentivo distorcido do desapego, onde entendemos que as pessoas com que nos relacionamos devem nos servir. Não digo apenas no relacionamento amoroso, mas também em situações de trabalho.


Todo mundo quer ser servido, mas ninguém quer servir.


Hoje em dia, o “servir” às pessoas está significando rebaixamento, inferioridade e até vergonha. Sábio o homem que entende que no servir está o grande aprendizado.

Servir é amar. Colocar a felicidade do outro em foco por algum momento, fazendo com que ele, mesmo que por alguns instantes, se sinta bem. Se todos servirem, não faltará amor, nunca! Quando você passa a servir, você começa a amar mais e mais, começa a se entender, se aceitar e se preparar para as adversidades.


Servir é aceitar a diferença de opinião, tratar as pessoas com respeito e com amor, respirar fundo quando falam algo que te incomoda, mas refletir em formas de amenizar a situação crítica.


Servir nos ajuda a evoluir, a nos encontrar, pois não é quando estamos alimentando nosso ego que estamos crescendo, e sim nas diferenças. Pessoas diferentes nos ajudam a crescer e aprender, caso contrário, seria todo mundo igual.


Nunca deixe de servir, nunca deixe de ser útil para as pessoas e para o mundo, pois lembre-se, tudo o que não serve, é descartado…

#amor #paz #terapia #carinho

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